Arquivo mensal: Janeiro 2010

Fórum de Davos

A 40ª edição do Fórum de Davos terminou hoje sem consenso na reforma do sistema financeiro que muitos governos desejam e com a ideia de que não são aconselháveis grandes entusiasmos perante os indícios de recuperação económica. Na edição deste ano do Fórum de Davos estiveram presentes, como habitualmente, os principais responsáveis financeiros, empresariais e políticos, entre os quais cerca de trinta chefes de Estado ou governo, que debateram durante cinco dias a forma de regressar a um crescimento económico sustentado. Ao longo das sessões, foram várias as personalidades que advertiram sobre a fragilidade dos indícios de recuperação económica e a retoma, por parte da banca, de práticas de risco. O director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que há actualmente um regresso ao crescimento económico “mais rápido do que o esperado, mas que é frágil”. Já o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que se deve “melhorar consideravelmente a regulação” do sistema financeiro e torná-lo “mais resistente do que anteriormente”, com normas globais. Larry Summers, o principal assessor para a política económica do presidente norte-americano, Barack Obama, assinalou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2009, de 5,7 por cento, não é suficiente “para abrir a garrafa de champanhe”. Além de que, assinalou, o que se assiste “nos Estados Unidos, e também em outros países, é a uma recuperação económica estatística e a uma recessão humana” devido às elevadas taxas de desemprego. O director geral do Banco Pagos Internacionales (organismo internacional que congrega os bancos centrais de cerca de 30 países, entre os quais Portugal), Jaime Caruana, advertiu que os mercados estão a retomar riscos a curto prazo que não contribuem para a estabilidade. Este responsável frisou também que os bancos devem recuperar os seus balanços e que não se pode voltar ao crescimento baseado no endividamento. No campo dos líderes políticos as intervenções seguiram o mesmo sentido, tendo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que inaugurou oficialmente o Fórum, tecido fortes críticas aos excessos do sistema. “Todos sabemos o que teria acontecido sem a intervenção estatal para manter a confiança e apoiar a actividade: tudo se teria afundado”, afirmou Sarkozy, sublinhando que esta “não é uma questão de liberalismo, socialismo, direita ou esquerda, é uma realidade”. Esta edição do Fórum foi também a ‘estreia’ em Davos do presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero, que afirmou que “nenhum país vai sair do euro, pelo contrário”. “O clube do euro é forte, com um vínculo sólido e de apoio recíproco”, frisou, em resposta a quem sugeriu que países como a Espanha ou a Grécia poderiam sair da zona euro devido à sua situação económica.

In Público

Terramoto no Haiti

Foi um terremoto muito superficial, pois aconteceu na crosta terrestre, a 10 km de profundidade.

Não foi em absoluto um terremoto de subducção (deslizamento da margem de uma placa da crosta terrestre por baixo da margem de outra) como acontece geralmente nas Antilhas.

Este foi um tremor que se chama de deslocamento, no qual acontece um movimento horizontal.

Aconteceu no limite norte da placa das Antilhas com a placa norte-americana.

O epicentro foi pouco profundo e provocou muitos danos, materiais e humanos.