Arquivo mensal: Abril 2010

25 de Abril

Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial de Marcelo Caetano herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.

O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, cedeu, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.

É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante décadas

Denomina-se “Dia da Liberdade” o feriado nacional instituído em Portugal para comemorar a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.

Este dia permitiu que Portugal pudesse viver em democracia.  

ONU considera Presidentes das Maldivas e da Guiana Campeões da Terra

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Os Presidentes das Maldivas e da Guiana são dois dos seis Campeões da Terra de 2010, galardão das Nações Unidas que distingue a liderança na conservação ambiental. Os vencedores foram anunciados hoje.

“Cada um dos vencedores exemplificam de que forma a acção, inspiração, dedicação pessoal e criatividade podem catalisar a transição para uma economia ‘verde’ de baixo carbono e eficiente”, considera a ONU em comunicado.

O Presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, foi distinguido por ser um “defensor apaixonado da floresta e dos ecossistemas” e o Presidente das Maldivas, Mohamed Nasheed, pela sua contribuição no combate internacional às alterações climáticas.

Os outros vencedores são Mostapha Zaher, director-geral da Agência de Protecção Ambiental do Afeganistão – “dinâmico advogado da sustentabilidade” -, Taro Takahashi, cientista japonês e pioneiro na investigação do ciclo de carbono nos oceanos, Zhou Xun, actriz chinesa e famosa activista por um estilo de vida sustentável e, por fim, Vinod Khosla, empresário norte-americano na área da energia limpa e co-fundador da Sun Microsystems.

“Os seis vencedores representam alguns dos pilares sobre os quais a sociedade pode construir um crescimento verde e um caminho para o desenvolvimento que una e não divida seis mil milhões de pessoas”, comentou Achim Steiner, secretário-geral do Programa da ONU para o Ambiente (PNUA).

Os galardões, criados em 2004, foram atribuídos numa cerimónia em Seul no Dia da Terra. Reconhecem sucessos nas áreas da Visão empresarial, política e liderança, ciência e inovação, inspiração e acção, e a categoria de 2010 Biodiversidade e gestão de ecossistemas.

Protocolo de Quioto

 

Num comunicado hoje divulgado, a associação ambientalista acrescenta que, no primeiro ano de cumprimento de Quioto, acordo relacionado com as alterações climáticas, Portugal registou emissões de gases com efeito de estufa de cerca de 78,7 milhões de toneladas, o que representa 7,9 toneladas per capita, ou seja, 32,2 por cento acima dos valores de 1990.

O Protocolo determina um aumento de 27 por cento entre 1990 e o período 2008 a 2012.

A Quercus analisou a informação sobre Portugal disponibilizada no site da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e salienta que, “apesar de consistentes com as previsões governamentais que apontam para uma excedência de cinco por cento ao longo dos cinco anos, [os dados] resultam em grande dos efeitos dos elevados preços dos combustíveis” e da conjuntura internacional “mais do que do esforço interno de uma verdadeira política climática”.

Os países que ultrapassam os limites fixados podem comprar créditos de emissão através dos mecanismos previstos no Protocolo para compensar a diferença.

Citando o site “Cumprir Quioto”, a Quercus aponta que das 25 medidas do Programa Nacional para as Alterações Climáticas presentes em 2008, “sete não têm indicação ou não estão em execução, oito foram aplicadas a 100 por cento ou até excederam as expectativas, mas 10, entre as quais as mais importantes, estão na sua maioria muito aquém da execução prevista”.

É apontado o exemplo dos transportes, área em que medidas como a transferência de cinco por cento dos quilómetros percorridos por utilizadores do transporte individual para o público “ficaram-se pelos 32 por cento no caso de Lisboa ou nem são alvo de contabilização no caso do Porto”.

O Protocolo de Quioto é um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito de estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.