Arquivo mensal: Maio 2010

Dia Mundial para o Desenvolvimento Cultural

Comemora-se hoje 21/05/10 o Dia Dia Mundial para o Desenvolvimento Cultural e o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento.

A propósito da importância de diversidade cultural, sugirimos um site, da Associação Cultural Survival, ligada à protecção das línguas, territórios e culturas de povos indígenas em todo o mundo: http://www.culturalsurvival.org

Bento XVI revela «alegria» pela visita à chegada a Roma

 

  

O papa Bento XVI manifestou hoje em Roma aos jornalistas portugueses que o acompanharam a sua “alegria” pela forma como foi recebido em Portugal, durante a visita de quatro dias.

No regresso a Roma, como é hábito, os jornalistas oriundos do país visitado foram recebidos individualmente pelo papa, por breves instantes, durante o voo.

O avião aterrou pouco antes das 17:00 e, já perto do final da viagem, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, distribuiu aos jornalistas terços, postais do papa e uma medalha comemorativa da visita de Bento XVI a Portugal.

Um clima mais distendido marcou a viagem de regresso a Roma da equipa de jornalistas que fazem a cobertura de perto o trabalho do papa – que acompanhou a visita a Portugal.

Os portugueses ficam agradecidos a Sua Santidade pela visita e calorosas palavras de incentivo e fé.

Papa Bento XVI visita Portugal

 

Bento XVI terminou esta tarde a visita a Lisboa, onde iniciou uma viagem de quatro dias a Portugal. O próximo destino na agenda do Papa é Fátima, onde chegou pelas 17h15. Vários milhares de fiéis aguardam já a sua chegada ao santuário para a oração do Terço. Na Sexta – Feira está programada uma visita ao Porto com celebração de eucaristia.

A mensagem do Santo Padre vem confortada de esperança e aprofundamento religioso, que tanto faz falta na competitiva sociedade de hoje.

Os valores éticos, morais da palavra de Cristo, têm sido recordados com fervor e de prioritária importância na acção diária dos católicos.

A sua visita a Portugal, honra todos os portugueses e está a ser acompanhada por muitos milhares de pessoas nas ruas, sobretudo jovens que recebem Sua Santidade com muito entusiasmo.

1º de Maio

O 1º de Maio é celebrado mundialmente como o “Dia do Trabalhador”. Mas esta data tem uma história.

Em finais do século XIX, com o início da industrialização, começaram a aparecer novos problemas relacionados com o trabalho. O Papa Leão XIII dá conta do “temível conflito” que se estava a gerar “entre o mundo do capital e o do trabalho” dando lugar a uma situação de “miséria imerecida” (encíclica “Rerum Novarum”, 15-05-1891).

Um dos principais problemas que atingiam os operários era o horário de trabalho. Trabalhava-se de sol – a – sol, como os agricultores.

Alguns reformadores sociais já tinham proposto, em várias épocas, a ideia de dividir o dia em três períodos: oito horas de trabalho, oito horas de sono e oito horas de lazer e estudo, proposta que, como sempre, era vista como utópica pelos empregadores.

Com o desenvolvimento do associativismo operário, e particularmente do sindicalismo, a proposta da jornada de oito horas tornou-se um dos objectivos centrais das lutas operárias.

No 1º de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (Estados Unidos da América), tal como de muitas outras cidades americanas, foram para a rua, exigindo o horário de oito horas de trabalho por dia. No dia 4 de Maio, durante novas manifestações, uma explosão e confrontos entre trabalhadores e polícias   que provocou mais de 100 mortes e a prisão de dezenas de operários.

Este acontecimento, que ficou conhecido como os “Mártires de Chicago”, tornou-se o símbolo e marco para uma luta que, a partir daí, se generalizou por todo o mundo.

A Doutrina Social da Igreja propõe a solidariedade – a que chama “virtude” – como o meio necessário e indispensável para que a luta dos trabalhadores pela sua dignidade, seja eficaz. João Paulo II, na “Solicitude Social da Igreja” (nº 38), reconhece “como valor positivo e moral, a consciência crescente da interdependência entre os homens e as nações. O facto de os homens e as mulheres, em várias partes do mundo, sentirem como próprias as injustiças e as violações dos direitos humanos cometidas em países longínquos, que talvez nunca visitem, é mais um sinal de uma realidade interiorizada na consciência, adquirindo assim conotação moral.

 Trata-se antes de tudo da interdependência apreendida como sistema determinante de relações no mundo contemporâneo, com as suas componentes – económica, cultural, política e religiosa – e assumida como categoria moral.

 Quando a interdependência é reconhecida assim, a resposta correlativa, como atitude moral e social e como “virtude”, é a solidariedade.

 Esta, portanto, não é um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. Pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos.”

  A Igreja quis dar a este dia de acção e de festa – “A Festa do Trabalho” – uma dimensão de fé. Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a Festa de S. José Operário, a ser celebrada precisamente no dia 1 de Maio de cada ano.

Em Portugal o 1º de Maio ganhou um significado crescente após a institucionalização da Democracia em 1974. Comemora-se em todo o país. A Fidestra associa-se às comemorações em que participa a Federação dos Trabalhadores Democrata Cristãos e que estão ligadas à promoção e organização da União Geral de Trabalhadores.