Arquivo mensal: Dezembro 2010

APRESENTAÇÃO DO KIT IGUALDADE DE GÉNERO AZUL NO ROSA

A Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimeto Integrado, com sede em Alcáçovas e intervenção em vários concelhos da Região Alentejo central, desde há 19 anos, promoveu de Dezembro de 2008 a Dezembro 2010,  o Projecto MIGA – Mais Igualdade de Género no Alentejo financiado pelo POPH, eixo 7 – Igualdade de Género, cujo organis­mo intermédio é a CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Neste âmbito, a Fidestra associou-se à Terras Dentro, e à  Escola Secundária de Montemor-o-Novo, e envolvimento directo da turma 12.º C, concebendo o “KIT para a Igualdade de Género”, designado Azul no Rosa.

Este Kit apresentado a 15 de Dezembro no Centro Juvenil de Montemor-o-Novo, conta com um Guião de Kit, uma BD intitulada “Quem Lava a loiça” e ainda um DVD com seis spots que abordam várias temáticas do dia-a-dia em que as diferenças entre géneros está presente.

Esta apresentação contou com a presença de representantes dos envolvidos no projecto, como alguns alunos da turma do 12.º C, alunos esses, que foram essenciais para a elaboração do Projecto

Curiosidade é o facto de este projecto se poder vir a internacionalizar, sendo que o Guião do Kit já está traduzido em quatro línguas: Alemão, Espanhol, Francês e Inglês e há a hipótese de, a breve trecho poder todo o projecto estar traduzido para estas línguas, em parceria com alunos de escolas de cada um dos países. Para isto, muito irá contribuir a Fidestra que está verdadeiramente empenhada nesta temática.

KIT IGUALDADE DE GÉNERO AZUL NO ROSA

CONVITE apresentação kit[1]

Com o objectivo de conceber e construir, com a colaboração activa e directa dos parceiros envolvidos na iniciativa, um recurso pedagógico na perspectiva da igualdade de género e prevenção e combate à violência de género, dirigido a jovens e adultos em contexto formativo o projecto MIGA – Mais igualdade de género no Alentejo, promovido pelas Terras Dentro e financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano concebeu um documento educativo que designou KIT IGUALDADE DE GÉNERO AZUL NO ROSA

  A metodologia utilizada, consistiu na dinamização de sessões e exploração de conteúdos associados à problemática da Igualdade e violência de género com o envolvimento directo dos alunos do 12.ºC 2009/10 da Escola Secundária de Montemor-o-Novo, integrado na disciplina Área de Projecto durante todo o ano lectivo.

 Com a dinamização permanente de sessões de trabalho em grupo, para criar e definir a forma, e os conteúdos do kit, os alunos e a professora foram os protagonistas na dramatização das personagens dos spots filmados, potenciando o seu máximo envolvimento.

 COMPOSIÇÃO DO KIT:

1 DVD com 4 pequenos vídeos;

A. Troca de papéis – Identificação de imagens e representações culturais que permite desmontar e reflectir sobre os estereótipos e preconceitos nos contextos de vida social, profissional e familiar das mulheres e dos homens.

B. A Violência no namoro – Uma história duma relação entre dois jovens marcada pelo ciúme, pelo sentimento de posse que não raras vezes resulta em violência física e psicológica.

C. Mulheres ao Volante – Uma situação de exame de condução que brinca com as diferenças entre as percepções e a realidade. Leva-nos a reflectir sobre alguns mitos que subsistem na sociedade.

D. Quem lava a loiça? – Num contexto dum almoço em família, a divisão de tarefas domésticas entre homens e mulheres dá origem a uma conversa entre diferentes gerações sobre a partilha e divisão de trabalho entre sexos, participação das mulheres e dos homens na esfera pública e na esfera privada.

 2. Uma Banda Desenhada que nos leva através da História para explorar conteúdos sobre a formação das mentalidades e os valores da igualdade e da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, enquanto conquista civilizacional e factor estruturantes da vida em sociedade.

 KIT traduzido em Espanhol, Francês, Inglês e Alemão, com a parceria da FIDESTRA.

 Esta apresentação terá lugar no Centro Juvenil de Montemor-o-Novo, (Avenida Gago Coutinho) no próximo dia 10 de Dezembro de 2010, das 14h30 às 16H30.

Alunos portugueses melhoraram na língua, matemática e ciências, segundo a OCDE

 

O ano de 2009 é o primeiro em que é possível fazer comparações, uma vez que o PISA é aplicado de três em três anos, tendo sido aplicado pela primeira vez em 2000, ano em que se avaliou a literacia em leitura dos alunos de 15 anos. A leitura voltou a estar em foco em 2009, ano em que a OCDE aproveitou para voltar a analisar, de maneira sucinta, a Matemática e as Ciências. Assim, a OCDE constata que Portugal melhorou nas três áreas científicas e isso deve-se, acredita a organização, às medidas políticas aplicadas desde 2005. O investimento feito em computadores portáteis, acesso à banda larga, refeições, aumento do apoio social escolar contribuíram para a evolução, aponta o relatório da OCDE. Outros factores foram o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, bem como a formação de professores em Matemática e Ciências. A aplicação das provas de aferição (nos 4.º e 6.º anos), assim como os exames nacionais (no final do 3.º ciclo e no secundário) também fazem parte das medidas que a OCDE elogia. Bem como a criação de novas ofertas educativas para os alunos, como os cursos profissionais. “Portugal é um dos seis países que no PISA 2009 melhorou o seu desempenho na leitura”, refere o relatório, acrescentando que isso deve-se à evolução dos alunos com piores desempenhos, enquanto os que tinham melhores resultados mantiveram-nos. Assim, em 2000, os alunos de 15 anos portugueses ficavam-se pelos 470 pontos (numa escala de 1 a 698) na leitura. Nove anos depois, Portugal subiu 19 pontos, colocando Portugal ao lado da Suécia, Irlanda, França ou Reino Unido e dentro da média da OCDE. No PISA 2009, a melhor performance pertence a Xangai/China, seguida de dois países da OCDE que habitualmente estão no topo da tabela, a Coreia e a Finlândia. A diferença entre Xangai e o México, o país com o pior desempenho é de 114 pontos. A Matemática e a Ciências também se verifica uma melhoria de 21 e 19 pontos, respectivamente. Portugal sobe de 466 pontos, em 2003, na avaliação à literacia matemática, para 487. Também a Matemática, Xangai está à frente com 600 pontos, seguida da Coreia com 546. A Ciências, os alunos portugueses saltam de 474 para 493 pontos. Mais uma vez, os lugares no topo repetem-se. Cerca de 470 mil estudantes fizeram os testes do PISA, representando cerca de 26 milhões de jovens de 15 anos que estão na escola, em 65 países e economias (por exemplo, a China é representada por algumas economias como a de Macau, Hong Kong e Xangai). Em 2010 mais 50 mil estudantes fizeram uma segunda bateria de testes, o que representa cerca de dois milhões de jovens de 15 anos, estes são de outros dez países parceiros da OCDE. Cada aluno fez uma prova de duas horas de leitura, matemática e ciências. Em 20 países, os alunos tiveram que responder a perguntas feitas sobre leitura digital, ou seja, com um computador à frente. Os estudantes responderam ainda a um questionário, com a duração de 30 minutos, sobre a sua experiência pessoal, métodos de estudo, atitude perante a leitura, o seu empenho e motivação. A avaliação do PISA ficou concluída com um questionário preenchido pelos directores das escolas sobre as características da população escolar e o desempenho académico da mesma. No total, participaram 34 países da OCDE e 41 países e economias parceiras da organização. Em 2012, a OCDE volta a avaliar as competências matemáticas dos alunos de 15 anos e, três anos depois, as competências na área das ciências.

Portugal passa de “moderado” para “bom” em desempenho climático

O desempenho climático de Portugal valeu-lhe a entrada para o grupo dos onze países com boa classificação. Ainda assim, em relação ao ano passado, caiu duas posições, para a 14ª, revela hoje o índice dos 57 países industrializados. Portugal desceu duas posições na análise global da “Climate Change Performance Índex 2011”, a lista de quem está a fazer o quê nas alterações climáticas, elaborada pela organização não governamental GermanWatch e Rede Europeia de Acção Climática. Ainda assim passou da classe de desempenho “moderado” para “bom”, atingindo a terceira melhor posição desde que o índice é publicado. Neste grupo estão o Brasil, Suécia, Noruega, Alemanha, Reino Unido França, Índia, México, Malta, Suíça e Portugal. De acordo com dados mais detalhados do índice climático, apresentado hoje durante a cimeira climática de Cancún, no México, Portugal conseguiu a 19ª posição quanto à tendência de emissões poluentes – nos sectores da energia eléctrica, transportes, residencial e indústria. Quanto ao nível de emissões – integrando variáveis como o produto interno bruto (PIB) e as emissões per capita – e políticas climáticas, ficou em 15º lugar. A Quercus – que faz parte da Rede Europeia de Acção Climática – explica este resultado com o “nível de emissões per capita relativamente baixas” e com o “conjunto de medidas consignadas (mesmo que algumas ainda não implementadas) para reduzir as emissões”. Portugal melhorou a sua pontuação no sector do uso da electricidade e das energias renováveis mas piorou no transporte aéreo e no uso ineficiente da energia nos sectores residencial e industrial. Brasil, o líder do índice climático Os três primeiros lugares da lista – que compara o desempenho dos 57 países responsáveis por mais de 90 por cento das emissões de dióxido de carbono associadas à energia – não estão preenchidos. Estes lugares estão reservados aos países que reduziram as suas emissões per capita de forma a manter o aumento da temperatura média do planeta nos 2ºC. Assim, o líder do índice nas três categorias, o Brasil, surge em quarto lugar, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Os esforços diplomáticos de preparação para a Cimeira Rio+20 em 2012 – que fez melhorar o desempenho ao nível das políticas climáticas – e o decréscimo da desflorestação terão pesado na decisão de destacar o Brasil. Segundo dados revelados no início do mês, entre Agosto de 2009 e Julho de 2010 foram desflorestados 6451 quilómetros quadrados na Amazónia brasileira, um número que significa uma redução recorde de 14 por cento em relação aos doze meses anteriores. A seguir ao Brasil surgem a Suécia, Noruega e Alemanha. Espanha ficou em 35º lugar, os Estados Unidos em 54º e o pior país foi a Arábia Saudita. Mas nem o grupo dos países com “bom” desempenho pode descansar, alerta o índice. “Mesmo que todos os [57] países estivessem tão comprometidos como os líderes da lista, os esforços ainda seriam insuficientes para evitar alterações climáticas perigosas.” É especialmente “alarmante” o fraco desempenho dos dez países que mais emitem CO2: Alemanha, Reino Unido, Índia, Coreia do Sul, Japão, Rússia, Irão, Estados Unidos, China e Canadá. Estes países são responsáveis por mais de 60 por cento das emissões mundiais de CO2. O desempenho de alguns países China: o seu desempenho é contraditório. Por um lado, a China continua a ser o país que mais emite dióxido de carbono (CO2) no mundo. Mas por outro, tem intensificado a sua política de redução de emissões, através de metas nacionais vinculativas de redução da intensidade energética e da meta de três por cento de fontes renováveis. A China está a instalar cerca de metade da nova capacidade global de energia renovável, por exemplo. Alemanha: pela primeira vez há um plano nacional para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa entre 80 e 95 por cento, em relação aos níveis de 1990, bem como uma calendarização para a redução das emissões. Mas o país não subiu no índice devido à integração da energia nuclear nos planos para reduzir emissões, algo que não convenceu os ambientalistas. Além disso, o país ainda não definiu os instrumentos políticos necessários para cumprir as metas. Estados Unidos: Graças ao Presidente Barack Obama, as políticas climáticas receberam um forte impulso, passando nomeadamente pelo investimento em eficiência energética e renováveis. Mas, a incapacidade de acordo no Congresso e as metas propostas pelo país não permitem uma evolução favorável. Estados membros da União Europeia: Há países líderes, nomeadamente a Noruega, Suécia, Alemanha, França e Reino Unido. Mas no espaço europeu também existem países colocados nos últimos lugares, como a Polónia, Itália e Turquia. Os dois primeiros países lideraram o bloqueio no seio da União Europeia à meta de redução de 30 por cento das emissões, até 2020

Morreu Ernâni Lopes

Quando estava no Governo, teve de negociar um pacote de ajuda financeira do FMI, assinado em Setembro de 1983, pois o país estava numa situação de pré-insolvência. Em seguida, o Fundo instala-se em Portugal entre Outubro desse ano e Fevereiro de 1985, e Ernâni Lopes aplicou um forte plano de austeridade, que incluiu um corte dos subsídios de Natal dos portugueses, através de um imposto extraordinário.

Antes, tinha tido a sua estreia nas funções de Estado como embaixador de Portugal na Alemanha, entre 1975 e 1979. Casado e com quatro filhos, o economista que ajudou a traçar o nosso caminho na Europa não voltou a ter cargos políticos, se bem que tenha continuado a expressar publicamente as suas posições sobre a vida nacional. Apoiante de Mário Soares (o primeiro-ministro do Governo do Bloco Central que reuniu o PS e o PSD) mas sem filiação partidária, inclinava-se mais para o PSD (foi o mandatário nacional da coligação PSD-CDS, liderada por João de Deus Pinheiro, para as eleições para o Parlamento Europeu, em 2004).

Na sua vertente de académico, Ernâni Lopes foi assistente no ISCEF, da Universidade Técnica de Lisboa, entre 1966 e 1974, e director e professor do Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa (desde 1980), onde se doutorou em 1982, e também professor do Instituto de Estudos Políticos da mesma universidade desde 1996. Era também visita assídua de várias instituições militares, onde foi conferencista em vários cursos superiores.

Trabalhou também no Banco de Portugal, de 1967 a 1975, onde dirigiu os seus Serviços de Estatística e Estudos Económicos. Depois da sua experiência no Governo, regressou de 1985 a 1989 como consultor económico.

No domínio empresarial, Ernâni Lopes foi consultor e integrou os órgãos sociais de várias empresas, tendo sido presidente não executivo (chairman) da Portugal Telecom.

Em 1988, lançou uma empresa de consultoria em Geopolítica, Estratégia e Competitividade, a Saer, de que era sócio-gerente, a par com José Poças Esteves. Foi daqui que saiu a ideia de que o investimento na economia do mar podia ser uma forma de ajudar o país a sair da estagnação económica que tem vivido.

No estudo “O Hypercluster da Economia do Mar”, encomendado a Ernâni Lopes pela Associação Comercial de Lisboa e que o economista hoje falecido apresentou um pouco por todo o pais nos últimos tempos de vida, defende-se que o vasto conjunto de actividades ligadas à economia do mar se configuram “como, simultaneamente, uma força propulsora e um catalisador capaz de organizar e dinamizar um conjunto de sectores com elevado potencial de crescimento e inovação e capacidade para atraírem recursos e investimentos, nomeadamente externos, de qualidade”.

Ernâni Lopes era muito crítico da situação em que o país caiu na última década, que considerou ser uma década perdida, em que o país se enganou a si próprio

Comentários de Marcelo

O Professor Marcelo, “O sabe tudo”, culto e inteligente que gostamos de ouvir ainda que nem sempre se leve a sério, revelou recentemente a sua característica de “mestre e paizinho” do PSD ao recomendar ao Passos Coelho que fale menos.  Fiquei estupefacto! Não é importante saber o que pensa o Líder do Maior Partido da Oposição sem tacticismo ou omissões? Só se deve calar quem não sabe o que diz ou diz o que não sabe. É disso que tem receio o Marcelo? FMS