Arquivo de etiquetas: europa

Seminário de Évora

DECLARAÇÃO DE ÉVORA

 A fidestra, com o apoio do eza e o alto patrocínio da comissão europeia, organizou o seminário, cujo tema centra “ o emprego ilegal a as condições de trabalho dos imigrantes nos países da união europeia “.

 Foi intenção da organização, não chegar a soluções milagrosas e definitivas sobre o tema em questão, mas sim, permitir um debate, amplo, aberto e construtivo, por forma a que, através deste, pudesse dar um contributo importante para uma aproximação de intenções de resolução dum problema, que a todos nos diz respeito.

 Unanimemente foi reconhecido, que a questão da imigração, longe de ser um problema local, deverá sim, assumir uma postura global, onde, o trabalho a efectuar, incidirá não só nos países de acolhimento, como também, nos de origem.

 A mobilidade, num contexto amplo, é um direito, que qualquer cidadão, deverá ter como seu, desde que devidamente enquadrado, numa plataforma legislativa e política, que permita implementar incentivos, à sua plena integração, no país por si escolhido, para exercer a sua cidadania laboral e de vivência, aliás, não mais do que o preconizado, pelo tratado de Lisboa, para o sector.

 Como facilmente ressaltou, a supressão do emprego ilegal, depende em grande medida, por um lado, da implementação de leis que visem o enquadramento do trabalhador imigrante com a sua realidade nacional, fundamentalmente no seu país de origem, e por outro, da real vontade política dos países que os acolhem, de reconhecerem, que tal ilegalidade existe, ainda que, a inexistência de vínculo laboral, possa de alguma maneira servir de peneira, para tapar o visível, aos olhos de todos.

 O conceito da globalização, não se esgota unicamente no âmbito financeiro, mas também deverá incluir e cumprir-se, na sua componente social.

 A declaração dos direitos humanos e os princípios consagrados pela oit, não podem nem devem servir unicamente, como meios de consulta e estudo, sendo implementados consoante os interesses, normalmente económicos, dos países que pontualmente, aproveitam para benefício próprio, as suas directrizes.

 Ressalta à evidência, que organizações como as nossas, poderão e deverão exercer a sua influência, na minimização dos problemas adjacentes, ás causas e efeitos, amplamente discutidas nestes dois dias de seminário.

 O contacto directo com os problemas reais, a consecução de factores de pressão sobre as entidades oficiais, e muitas outras formas e intervenção, serão concerteza, um contributo essencial e fundamental, que todos nós poderemos e queremos dar.

 Conhecemos a doença, sabemos os sintomas, só nos falta poder disponibilizar o medicamento que poderá exercer o fim curativo.

 Sabemos que sozinhos, não poderemos vencer todos os problemas associados à discriminação e ao trabalho ilegal dos imigrantes…mas…todas as organizações filiadas no eza e com esta….poderemos de certeza, dar um contributo extremamente importante, no reconhecimento das vantagens de uma plena interculturalidade, tanto económica como fundamentalmente, social.

 Em resumo, a imigração, deve ser encarada como um factor positivo no desenvolvimento das sociedades.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=b3BZ3aVsS8I&hl=pt_BR&fs=1&]